oi?

Para lembrar o último dia que postei, tive que vir aqui e ver. Na verdade, sempre sinto falta de escrever. Para resolver a carência, tenho dois caderninhos que ficam lotados de anotações. quase todos os dias. Sim, lá eu escrevo de modo mais informal e mais pessoal, mas sempre penso que eu deveria escrever mais no blog, porque  sinto vontade de algum dia reler tudo, de ler novamente o que um dia foi sentido.

Na verdade, é mais um acervo pessoal. deveria levar isso mais a sério.

e, só para registrar, hoje é um dia feliz. Minha monografia está bem, sei que estou estudando e estpu fazendo algo que gosto.

das saudades

Não vou começar, depois de tanto tempo, dando explicações sobre minha ausência. Até por que não foi por nenhum motivo específico, forte ou trágico (ainda bem!). Sou mortal e sei que certas coisas, pra mim, precisam ser radicais – ou quase. Eu precisava dar um tempo nessa coisa de internet e consegui!

Mas como sempre, fiquei com saudade.

Sabe, eu queria – e sempre quis – ter um blog mais organizado, sem grandes ausências. Assim como o da jady ou o da Bel (que mesmo sem comentar eu acompanhei, táaaaaa?). Queria a desenvoltura delas pra escrever sobre tudo e sobre nada, apenas a leveza. Queria derramar sentimentos e emoções como minha amiga Line. Escrever sem medir, como a intense.

Na verdade, eu apenas senti falta desse contato com o blog e com as pessoas que faziam parte dele.

portanto, bel, jady, line, sofia, jéssica, intense e mais pessoas que por aqui passam/passaram, obrigada por dexarem esse sentimento bom em mim.

e isso não é uma despedida, certo?

Giz

“acaba o giz tem tijolo de construção, eu desenho o sol que a chuva apagou”

Quando menor, ouvi legião urbana incansavelmente todas as horas do dia, alternava para o cd 1 do grande encontro que foi uma grande vício na mesma época, lá pelos 11, 12 anos. Essa semana fiz uma playlist nova e incluí o cd ao vivo “como é que se diz eu te amo”, aliás todo mundo deveria ouvir esse cd. É o mais vivo, mais intenso, que mais fez eu me sentir perto deles. Emocionante.

E, ouvindo Giz, lembrei da minha infância. Exatamente nessa passagem do acaba o giz, tem tijolo de construção. Eu morei numa rua onde tinha mais de 15 crianças, todas de idades parecidas. Brincávamos de tudo que uma imaginação hiperativa poderia imaginar. Pega-pega, esconde-esconde, pega-gelo e, para delimitar o campo do baleado, da barra-bandeira, da amarelinha, tínhamos que desenhar o chão com giz e quando não tinha giz suficiente, pegávamos os tijolos de construção mesmo. Era só molhar um pouquinho que ele desenhava e até fazia um risco melhor, mais visível.

Um tempo que todas as crianças podiam brincar na rua, correr, entrar em casa suado, tomar água e voltar. Como diz Renato russo “um tempo que já foi”. Provavelmente, quando eu contar histórias assim aos meus filhos eles não vão entender. Como poderão? será algo tão distante da realidade que eles viverão, vão pensar que a mãe está delirando. Preciso morar numa casa grande, numa casa que tenha espaço pra diversões desse tipo. Nitendo wii, computador nem nenhuma tecnologia de ponta supre o suor, o sorriso e a alegria de passar uma tarde brincando de pic-esconde na rua. Essas lembranças são tão doces pra mim que quero proporcionar um tipo de sabor igual ou melhor aos meus.

“a gente pegava tijolo de construção mesmo pra ficar desenhando o sol. e essa música é sobre isso, sobre um rio de janeiro que já foi.”

(renato russo explicando, ao final da música, o porquê da letra)

Quero mais

A saudade tem uma coisa esquisita – o costume. E daí que eu estava acostumada a sentir saudade e deixá-la quieta, suprindo com e-mails-gigantes, mensagens no cel e a certeza de que, não importa a distância, somos sempre iguais. Temos lugar-cativo e prioridade. E daí que eu e Line nos encontramos ontem e a saudade voltou a ser grande. Ficou o vazio do não vivido, da noite acordada que não passamos, da minha tarde na Cultura, da nossa outra noite no Mexicano, dos barris de café que vamos fazer, do sorvete-café Ariano Suassuna que fiquei louca pra tomar e de mais milhares de outras coisas que só nós entendemos e somos.

Fica uma saudade enorme porque uma tarde-mulherzinha no shopping não é suficiente nem de longe, só deixa vontade de voltar e cumprir esse intinerário tão desejado.

E eu voltei da viagem-mais-cansativa-do-mundo. Cheia de planos, de vontades e de certezas. Gosto disso.

você

Porque é seu aniversário. Porque você tem um monte de manias loucas e eu morro de rir de todas elas. Porque você é a única pessoa no mundo que pode viver me dando sustos e eu não vou brigar, vou rir bem muito e fazer manha no seu braço. Por falar em braço, você tem os mais aconchegantes; o melhor abraço do mundo, o lugar perfeito onde eu gosto de me aninhar e, num passe de mágica, fico bem quietinha. Porque eu adoro ver você fazendo aquelas dancinhas engraçadas. Adoro o jeito que você me olha, aquele olhar que pára por quase um segundo e depois sorrir calmamente. É como se o mundo parasse.

Porque é lindo o seu sorriso. Porque eu adoro ver você contando piada, mesmo as que não têm graça alguma, essas são as melhores. Adoro ver você domir, velar seu sono. Adoro, mais ainda, acordar ao seu lado. Adoro tentar te acordar de manhã cedo, só pra ver-a-carinha-de-sono-mais-linda-do-mundo. Adoro conversar com você. Adoro ver filme e adormecer no seu braço. Adoro quando você chega estressado do trabalho e eu fico pulando na sua frente, adoro a cara que você faz nessas horas e, não era pra eu dizer isso, mas eu adoro o jeito como eu sempre desfaço seu estresse.

Porque você é minha poesia, meu sorriso, nosso sorriso. Porque tenho a sorte de um amor tranquilo.

calico

(foto no casamento de yuri e renata e, como não dava pra pegar o bolo da noiva, improvisei com uma vela da decoração. Cantamos parabéns, você apagou a velinha e fez um pedido, não fez?)

Diário de bordo

Como falei no post anterior, fui à Pipa. Viagem sozinha com o namorado no maior estilo casal-feliz.

Ainda no caminho, pausa para fotos.

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Antes de ir pra rua, festinha no hotel. Veja que há alguns efeitos etílicos.

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Sábado de sol e muito amor.

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E assim eu ganho fôlego pra aguentar duas semaninhas de muitas noites em claro e barris de café.

Boa semana pra todo mundo, amém.

Pipa Paradise

aí vou eu. Aliás, aí vamos nós. Merecemos.

calico

 

RECADINHOS

Line, não respondi seu e-mail, nem tirei as prometidas fotos. Essa semana foi corrida. Quando chegar a gente coloca tudo em dia. love you.

Lila, minha amada, seu e-mail foi lindo demais. Fiquei toda boba, você me derrete. Estou louca de vontade de lhe escrever mais.

balé

Tem dias que eu queria conseguir não falar nada e dizer tudo.

Tem dias que a vida é calma, confiante, feliz. E o quê mais se tem a dizer sobre harmonia? A vida tem sua dança, eu entrei no ritmo.

 

Nordeste 2007 670

saco cheio

Eu fico pensando como tem gente que gosta de falar mal. É, simplesmente falar mal, seja da novela, do vizinho, do chefe ou, do mais em moda nessa época, das olimpíadas. (Não estou me referindo àquelas pessoas que, vez ou outra, falam mal da professora chata. Falo do tipo ruim de gente que fala mal de qualquer coisa/pessoa por diversão). Será que essas pessoas sabem que só não fazem bem a elas mesmas? Será que é por prazer? Será que diminuir qualquer coisa, evento ou pessoa engrandece alguém? Se você não pode falar bem, se manifestar de forma positiva, por favor, fique quieto. Não, não é por mim nem por ninguém, é por você mesmo.

ps. quando digo para fazer silêncio quando sua palavra não puder ser positiva não significa que a pessoa não possa ter opiniões próprias, até as deve ter, deve ter a liberdade de crítica. Tento dizer que não fale mal só por falar, não faça disso uma diversão. Que coisa mais irritante.

coisas pequenas

Faz tempo que não venho aqui. Não, não gosto nada disso, mas quando se tem outras coisas pra fazer, o tempo fica curto e disputado. Mas nada impede de eu vir aqui dar um oi, né? É.

E agora já fico mais feliz.

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