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Meme de cinema

Esse meme nasceu no blog Máquina de Letras e chegou até a mim pela Jéssica. Consite em escrever um post com uma citação que te marcou, retirada de um filme, indicando a personagem, o filme e um poster, se puder.

naturezasaelvagem

Esse filme tem inúmeras passagens que eu poderia citar e tenho certeza que cumpriria bem a missão. Quem puder, antes de ver ao filme, leia o livro que será ainda melhor e vai deixar o filme mais emocionante.

Sou completamente suspeita pra falar porque sou apaixonada, uma obra de arte. Sem contar que a trilha sonora original de Eddie Vedder (vocalista de Pearl Jam)  é um espetáculo tanto quanto filme.

Sem mais delongas, escolhi esse trecho

“O importante não é ser forte, mas sentir-se forte”

 

Tem que indicar 5 blogueiros para fazer esse meme. Como gostaria que todos o fizessem (porque adoro filmes e estou louca pra ver o escolhido de vocês), indico todos! (sim, eu não sei o que são regras).

gosto de infância

Algumas vezes, sem nenhum motivo aparente, me vem uma lembrança da infância ou de outra época. Não sei o porquê, não sei como desencadeia esse processo, só sei que é bom e me faz viajar.

Há uns 15 viajei pra Olinda-Pe com fael e família para comemorar o aniversário da tia-avó dele e fui inundada pelo sentimento, pelas recordações.

Lembro que todo mês eu escrevia uma cartinha pra minha avó pedindo os famosos biscoitos que ela fazia. Usava de todas as palavras bonitas e amorosas que conhecia, mandava um beijo e pedia para ela vir me visitar. Uns três ou quatro dias depois chegava a minha casa um potão cheio daquelas maravilhas, ela não vinha (era longe), mas os mandava. Até hoje ninguém nunca fez um igual, desde que ela se foi, há muito tempo, não sei o que é aquele gosto e sei que ele vai ficar só na memória, sempre que quiser senti-lo vou ter que fechar os olhos e viajar lá pra perto daquela menininha de 8 anos com cabelos cacheadinhos, pés descalços e o sorriso aberto.

 

O sorriso, os cachinhos e os pés no chão existem até hoje, só as estações mudaram.

Rotina

Vale assistir, clica logo aí

 

A idéia é a rotina do papel 

O céu é a rotina do edifício

O início é a rotina do final

A escolha é a rotina do gosto; O espelho é a rotina do oposto;

A rotina do jornal é o fato; A celebridade é a rotina do boato

A rotina da garganta é o rock; A rotina da mão é o toque

O coração é a rotina da batida; A rotina do equilíbrio é a medida

O vento é a rotina do assobio; A rotina da pele é o arrepio

A rotina do perfume é a lembrança; O pé é a rotina da dança

Julieta é a rotina do queixo; A rotina da boca é o desejo

A rotina do caminho é a direção; A rotina do destino é a certeza; Toda rotina tem sua beleza.”

Dia Nacional do Escritor

Por que as pessoas escrevem? Já me fiz tantas vezes esta pergunta que hoje posso respondê-la com a maior facilidade. Elas escrevem para criar um mundo no qual possam viver. Nunca consegui viver nos mundos que me foram oferecidos: o dos meus pais, o mundo da guerra, o da política. Tive de criar o meu, como se cria um determinado clima, um país, uma atmosfera onde eu pudesse respirar, dominar e me recriar a cada vez que a vida me destruísse. Esta é a razão de toda obra de arte.

Só o artista sabe que o mundo é uma criação subjetiva, que é preciso escolher, selecionar. A obra é a concretização, a encarnação do seu mundo interior. Ele espera impor sua visão pessoal, partilhá-la com os outros. Se não atinge esta última finalidade, o verdadeiro artista persiste assim mesmo. Os poucos momentos de comunhão com o mundo valem esse sofrimento, pois finalmente esse mundo foi criado para os outros como um legado, como um dom destinado a eles.

Também escrevemos para aprofundar o nosso conhecimento de vida. Para atrair, encantar e consolar. Escrevemos para acalentar nossos amantes. Para degustar em dobro a vida: no momento preciso e retrospectivamente, na sua lembrança. Escrevemos, como Proust, para tornar as coisas eternas e para nos convencermos de que elas o são. Para podermos transcender nossa vida e alcançarmos o que existe além dela. Escrevemos para aprender a falar com os outros, para testemunhar nossa viagem ao labirinto. Para abrir, expandir nosso mundo quando nos sentimos sufocados, oprimidos ou abandonados. Escrevemos como os pássaros cantam, como os primitivos dançam seus rituais. Se você não respira quando escreve, não grita, não canta, então não escreva porque sua literatura será inútil. Quando não escrevo, meu universo se reduz; sinto-me numa prisão. Perco minha chama, minhas cores. Escrever deve ser uma necessidade, como o mar precisa das tempestades – é a isto que eu chamo de respirar.

- Anais Nin

 

Dia Nacional do Escritor. Por que eu acho que todas as pessoas que, de uma forma ou de outra, tentam se expressar, se comunicar, se extrair em palavras, é escritor. Bom ou ruim – isso é outra conversa. O que importa é essa necessidade de tornar o sentimento palpável, tentar ver o invisível.

ó, estou aqui

Visitas aqui em casa. Espaço pequeno, computador dividido por três. Atualizações que eu gostaria de fazer adiadas. Quase uma semana de manutenção no meu provedor.

Ainda sem atualizar muito, sinto saudades.

Atualizei A dona da casa.

Dia do amigo não passou em branco, mesmo atrasado vou fazer minha saudação.

E estou tão feliz!

Permissão

Deveria me dar ao direito. Sim, o direito de poder ter crises, de poder acordar esquisita por causa de um sonho chato, de poder ter tpm, de não estar perfeitamente bem o tempo todo, mesmo que a vida esteja perfeita. Ninguém deve ser perfeito o tempo todo, porque eu me cobro tanto isso? Não respeito a mim mesma com tantas cobranças infundadas.

A vida está linda, mas hoje, especificamente hoje, estou com preguiça, estou devagar, com sono, querendo curtir isso sossegadamente, mas minha mente insana não deixa. Porquê? porque tenho que cumprir horários estipulados, como num quartel militar. Fico forçando minha natureza feminina me suprindo da tpm, da cólica, do sono, da vontade de ter um dia css, só para provar – pra mim mesma – que consigo cumprir aquilo que quero. Acho que provo é que sou tirana suficiente para conseguir ter um dia plenamente chato e forçado em troca de um ínfimo reconhecimento de que “vc pode, carol”.

Se eu abdicar dessa meta e tirar alguns minutinhos para me permitir, para fazer – sem peso na consiência – aquilo que meu corpo pede, conseguirei melhorar, conseguirei ter um dia alegre, de aumento de produtividade e de auto-estima e depois ficará mais certo e honesto voltar aos estudos, porque estarei leve de novo.

 

Update – hoje, antes de postar

E eu me permiti. Às 16 horas, ao invés de ir para academia, fiz uma super playlist e fui correr na praia. Começando com Somewhere over in the rainbown que combinava perfeitamente com o tempo meio nublando e com um arco-íris no horizonte, lá no fundo do mar, passando para a trilha sonora do filme “O diabo veste prada” que é bem alegre, beeeem mulherzinha e melhora o astral instantaneamente, garanto. Voltei pra casa feliz, com aquele sorriso no rosto e, certamente, quem me viu tomar banho de chuva achou que eu era pirada. Enquanto todo mundo amarrava o cabelo e abria o guarda-chuva, eu soltei o meu e abri as mãos.

Aí está, receita infalível de cura.

You can see she’s a beautiful girl
caa   She’s a beautiful girl
And everything around

her is a silver pool of light
The people who surround

her feel the benefit of it
It makes you calm
She holds you captivated in her palm

She got the power to be
The power to give
The power to see

(suddenly i see)

 

 

(line, ó minha plástica no queixo. kkkkkkkk. Ó meus cachinhos).

Ps. O post foi escrito e sentido ontem, não era para publicá-lo, só minha vontade de escrever mesmo. Fiquei feliz e aqui está. 

Festa Junina

Assim, tenho certeza, certeza absoluta de que devo ter feito algo muito bom na minha vida passda. É, porque tenho tanta sorte em ter pessoas lindas e amadas junto a mim, sorte de ser correspondida, que fico com uma expressão boba, feliz, um sorriso fácil.

São João esse ano teve gosto de família reunida (sim, é a família de Fael, mas que me considero parte e sei que há recíproca) na fazenda e foi uma festa. Teve passeio até a casa dos escravos, com direito à paisagens lindas, muitas fotos, conversas bestas, sorrisos, pisadas em espinhos, pose na janela de dona-socorro. Teve churrasco (que dessa vez pude comer), meninos jogando poker e morrendo de rir à noite inteira. Teve desfile de moda de verdade, com vestidos liiiiiiindos. Teve pescaria, que, aliás, eu peguei muitos peixes (depois devolvíamos todos). A lua estava linda todos os dias, o céu era exuberante ao entardecer e o frio era congelante à noite. Teve a menina mais linda do mundo encantando todos, teve festa na cidade, teve fogueira, teve amor.

Férias?

Pensava que quando as férias chegassem seria o paraíso bloguístico – pra mim, é claro – teria tempo pra visitar os amigos, conversar, mandar aqueles e-mails pendentes, organizar meus arquivos que, diga-se, tende ao caos; baixar uns programas desejados, fazer uma playlist incrível. Tudo isso só no mundo virtual (sim, que é totalmente real). Fora ir caminhar na praia, fazer almoço saudável, malhar decentemente, ver milhões de filmes, ler bilhões de livros, além de estudar umas coisinhas.

Aí, as férias chegaram!

Aí, junto com elas, chegaram trilhões de afazeres não programados. Obviamente.

Dia dos namorados foi lindo, o melhor de todos os tempos, por uma variável extensa de motivos explicáveis e intangíveis. E que durou quatro dias, com direito a show de nós 4 e tudo (só pra salientar, eu adoro muito essa banda).

Estou super ataferada, embora meu novo método seja infalível. Consiste em acorda cedo, ligar-se à tomada e fazer todas as coisas sem piscar e num tempo recorde. Dá tão certo que adiantei um dia e hoje à noite estou com tempo livre e vou aproveitar.

S3000076

(Só pra mostrar que sei jogar Poker)

Cinema

Faz um tempo que decidi que não vou ver filmes que me deixam nervosa, com palpitação, estressa ou triste. Cinema é diversão, não é? Tá, obviamente que vejo filmes de suspense, ação, só não faço questão de assistir à coisas tipo O exorcista ou filmes excessivamente dramáticos que deixam a pessoa do mesmo jeito. Não! pra que raios eu vou gastar meu precioso tempo com algo que não vai me divertir? Não, muito obrigada. Não sou crítica de cinema, nem muito menos pseudo-intelectual que fica fazendo pose.

E, segindo essa minha linha de ver coisas fantásticas (cof, cof), assisti Um lugar na Platéialugarplateia . Um filme lindo, daqueles que dá pra assistir, ficar feliz e fazer planos de ver outra vez (sim, eu vejo filmes repetidos – e adouro).  Jéssica, a protagonista, vai morar em Paris na tentativa de conseguir um emprego no Hotel Ritz, local onde sua avó trabalhou porque, segundo ela, adorava o luxo e, como não podia viver luxuosamente, resolveu trabalhar no meio dele. Sua neta, porém, não consegue trabalhar lá, mas descola um emprego de garçonete no bar dos artistas, por assim dizer. Localizado ao lado de um teatro, de uma sala de concertos e de uma casa de Leilões, é freqüentado diariamente por gente famosa que, ao contrário do que ela pensa, tem medos, dúvidas, raivas e anceios. Vivendo nesse meio, Jéssica, com seu jeito falante e curiosa, além de muito espontânea, consegue conhecer mais da comunidade artística desses locais e passa a ver que todos têm problemas, felicidades, insatisfações, males que atinge a todos em diferentes situações. Muito mais que isso, Um Lugar na Platéia é um filme simples sobre relacionamentos e escolhas, que mostra perfeitamente como pessoas extremamente diferentes passam por situações semelhantes.

E, pra mim, lembrou um pouco Amelie Polain. Não sei porque, mas desconfio que foi porque Jéssica, a personagem principal, tem o jeito espontâneo, sincero e até meio ingênuo de Amelie. Ela fala com artistas famosos sem se intimidar, porém não é petulante, é bobo, simples. Pode ser minha adoração por cinema europeu. Parecendo ou não, o filme é muito bom.

***

Estou de Féeeeeeeriaaaaaaaas!

Obrigada

Cade vez que abro meu blog é uma alegria, um sorriso bobo sempre vem. É, porque o layout está lindo e eu não me canso de olhar. Toda vez que venho aqui fico observando-o, sempre tem um detalhe a mais, um desenho pequenininho que eu já tinha visto, claro, mas que é bom ver de novo. Porque tudo, tudo, que está dentro desta casa, faz parte de mim.

E porque ela conseguiu fazer com perfeição. É tanto o que ela me conhece que consegue, facilmente, explorar meu mundo. Consegue mostrar, com desenhos, meu universo paralelo e que poucas pessoas conhecem. Talvez alguém ache que estou exagerando, mas vou tentar explicar melhor. Amizade, pra mim, não foi uma das coisas mais fáceis. Quando criança tive amigos de infância, claro, muitos amigos, inclusive. Mas a gente cresce e cada um vai cuidar da sua vida, estão todos na memória, como no filme Standy by me, tiveram seu papel principal, mas o filme muda. E amizade ficou algo reduzido a duas ou três pessoas, que por caminhos da vida, seguiram outros. E foi assim durante algum tempo.

Até que estou começando a acreditar que a amizade é que acha você. Ou que essa coisa de “hora certa pra tudo” existe mesmo. Seja como for, minha hora chegou. E eu fiz amizades valiosas e surpreendentes em pouco tempo. Chegaram Gabi, Line e Paula, respectivamente. E, por cada uma, eu descobri que amizade existe, que posso amar uma pessoa como uma irmã (que eu não tenho, sou filha única). Descubro que elas me conhecem de um jeito que nem eu imaginava e me mostram isso, me desvendam e sabem me deixar feliz com um cartão escrito pela metade, com um e-mail gigante, com um 7 belo de morango.

E Paula fez essa casa nova pra mim. Quando o vi pela primeira vez, fiquei parada por cinco minutos olhando, tentando ver todos os detalhes e sem acreditar que ela conseguiu, em cada pequeno desenho, dizer algo sobre mim. Acho que é isso que amigos fazem, mostram, a você mesmo, quem você é. E você descobre que é bonita. E fica alegre, por saber que amizade não é conto de fadas.

Stand by me.

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